O presidente dos EUA, Donald Trump, aponta o dedo enquanto responde a perguntas da imprensa após assinar uma ordem executiva que estabelece a Comissão Presidencial para Cônjuges de Militares, que será presidida por Jennifer Rauchet, esposa do secretário de Defesa Pete Hegseth, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, em 3 de agosto de 2026
REUTERS/Evelyn Hockstein
Sob a alegação de que o Brasil demora a conceder o agrément ao indicado para a embaixada dos EUA, Daniel Perez, o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti, detonando mais uma carga de explosivos sobre a já deteriorada relação entre os dois países.
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O tom inédito e radical da decisão se distancia do campo diplomático, mas este tem sido o método de operação do governo americano nos 18 meses do mandato de Trump. A começar pelo desmonte do Departamento de Estado: mais da metade das representações dos EUA no exterior estão sem embaixador. Nos países da África, o índice atinge 80%.
De acordo com levantamento da Associação Americana do Serviço Exterior (AFSA, na sigla em inglês), 106 dos 195 postos de embaixador dos Estados Unidos estão vagos, inclusive em países estratégicos no atual cenário geopolítico, como Ucrânia, Rússia, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Catar e Paquistão, atores centrais na mediação de conflitos do Oriente Médio, estão sem embaixadores americanos.
Assim como no Brasil, mais da metade das embaixadas dos EUA no exterior estão sem embaixador
