A greve dos ferroviários que atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM colocou novamente em lados opostos o sindicato dos trabalhadores e o governo de São Paulo, na gestão do governador Tarcísio de Freitas. O principal ponto de divergência é a garantia de manutenção dos empregos dos funcionários envolvidos na operação.
Segundo Luiz Barbosa Júnior, diretor executivo do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil, foram realizadas diversas reuniões com a CPTM, mas não houve acordo para que o governo paulista formalizasse um documento assegurando que não haverá demissões.
“Várias reuniões foram realizadas com a CPTM, mas não chegamos a um acordo para que o governo formalizasse um documento garantindo que demissões não seriam feitas”, afirmou Barbosa Júnior.
O sindicato contesta, portanto, a forma como o governo vem tratando a questão. Uma ata apresentada pelo governo paulista registra que nenhuma demissão foi realizada e que, segundo a administração estadual, a CPTM não chegou a cogitar a possibilidade de desligamentos no contexto da paralisação.
A mesma posição foi apresentada pelo presidente da companhia, Michel Cerqueira, que afirmou que não houve demissões relacionadas à paralisação dos serviços ferroviários.
Mesmo assim, para os trabalhadores, a ausência de uma garantia formal mantém a preocupação em relação ao futuro dos empregados, principalmente diante das mudanças na operação das linhas.
