A defesa comercial da cadeia leiteira voltou ao centro do debate em 2026, após o governo federal reconhecer a existência de dumping nas exportações de leite em pó da Argentina e do Uruguai para o Brasil. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensificou a cobrança por medidas antidumping e por ações de proteção aos produtores brasileiros, diante do avanço das importações e da pressão sobre a atividade.
A mobilização da bancada se arrasta há anos. Em 2019, a retirada dos direitos antidumping sobre o leite em pó importado da União Europeia e da Nova Zelândia foi classificada pela FPA como um retrocesso para a produção nacional. Na ocasião, a frente defendeu a manutenção dos instrumentos de proteção comercial para preservar a competitividade do setor.
O tema ganhou força novamente em 2023, com o aumento das importações do Mercosul, especialmente da Argentina e do Uruguai. A FPA passou a cobrar medidas contra práticas classificadas pela bancada como predatórias, em um cenário de custos elevados para os produtores brasileiros e de entrada de produtos beneficiados por subsídios e incentivos em outros países.
