Ao WW, Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva, avaliou que a PF (Polícia Federal) é, em seu núcleo, uma instituição incontrolável. Segundo o especialista, nenhum presidente ou autoridade da Justiça consegue exercer controle efetivo sobre a corporação.
Para Vidal, esse fenômeno explicaria os recentes vazamentos de informações envolvendo a PF em diferentes contextos, incluindo os escândalos do INSS e o caso de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A Polícia Federal é, se não no seu todo, mas certamente no seu núcleo, incontrolável. Nenhum presidente controla, nenhum ministro da Justiça controla efetivamente a corporação”, afirmou o analista.
Vazamentos históricos e sistêmicos
De acordo com Vidal, o problema dos vazamentos não é exclusividade de nenhum governo específico, mas sim uma característica estrutural e histórica da instituição.
“Não é uma coisa desse governo anterior. É uma coisa sistêmica”, declarou. O especialista ressaltou que a prática é observada desde os anos 2000 e que a sociedade já se acostumou com ela ao longo do tempo.
Vidal também destacou que os vazamentos costumam ser utilizados para conferir legitimidade a provas ou suspeitas, que posteriormente são incorporadas em processos judiciais.
