A nova fase da Operação Sem Desconto da PF (Polícia Federal), que apura fraudes no INSS, atingiu aliados tanto de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), lançando uma nova camada sobre a corrida eleitoral a menos de três meses das eleições. As campanhas dos dois lados avaliam o possível impacto dessas investigações nas urnas.
A operação atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), aliado de Lula, e o advogado Willer Tomaz, já chamado de amigo por Flávio Bolsonaro. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro: a esposa de Weverton teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas a Tomaz.
O senador afirmou que não há irregularidades e tratou as suspeitas como ataques com viés eleitoral. Já Willer Tomaz disse ter sido alvo de busca e apreensão por ser dono de uma aeronave usada pelo senador.
Inquérito contra Lulinha e o caso Marcola
Também na terça-feira (4), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino autorizou a abertura de um terceiro inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho de Lula, por suposto tráfico de influência.
Além disso, veio à tona a informação de que a empresária Roberta Luchsinger, ligada a Lulinha, fez pagamentos para o então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que hoje atua na campanha petista. Marcola afirmou tratar-se de um empréstimo pessoal já quitado.
