A 25ª edição do Prêmio Grande Otelo, realizada na noite de terça-feira (4), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entrou para a história ao registrar, pela primeira vez, um empate na principal categoria da premiação.
Os longas “Manas”, de Marianna Brennand, e “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, dividiram o troféu de Melhor Longa-Metragem Ficção, após empate na votação da Academia Brasileira de Cinema.
A decisão inédita, porém, dividiu opiniões nas redes sociais. Muitos internautas questionaram o empate e levantaram suspeitas de que o resultado teria sido uma “forma de evitar desagradar parte da comunidade cinematográfica”.
Entre os comentários publicados no X, antigo Twitter, usuários escreveram: “Praticamente um prêmio de consolação para o Kleber, que bizarro (risos)”, “Claramente ‘O Agente Secreto’ foi boicotado”, “Acabem com essa Academia, pelo amor de Deus” e “Aposto que ‘Manas’ ia levar e resolveram não deixar ‘tão na cara’ assim”.
As críticas surgiram principalmente porque “O Agente Secreto” era apontado por parte do público como um dos grandes favoritos da noite. O filme chegou ao Grande Otelo com o maior número de indicações, 18 ao todo, e já havia conquistado reconhecimento em importantes festivais internacionais. Além do prêmio principal dividido, levou os troféus de Melhor Direção de Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Efeito Visual.
