O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um relatório de aproximadamente 100 páginas intitulado “Cuba: The Capital of 21st Century Communism”, no qual apresenta uma das avaliações mais duras já feitas pelo governo americano sobre o papel internacional do regime cubano desde a Revolução de 1959.
Segundo o documento, a principal ameaça representada por Cuba não estaria em seu poder econômico ou militar, mas na capacidade de exercer influência política, ideológica e de inteligência em diversos países ao longo de décadas. O relatório sustenta que Havana teria desenvolvido uma estratégia permanente de “subversão” dos interesses dos Estados Unidos por meio da espionagem, da propaganda, da formação de militantes e do apoio a movimentos revolucionários.
O texto está dividido em nove capítulos, que abordam temas como a formação do Estado revolucionário cubano, a exportação da revolução, operações de inteligência, redes internacionais de influência, turismo político, organizações de fachada e alianças com governos considerados adversários dos Estados Unidos.
Entre as afirmações mais sensíveis do relatório está a de que Cuba teria exercido influência sobre gerações de ativistas e organizações políticas muito além da América Latina. O Departamento de Estado afirma que o regime investiu durante décadas na aproximação com universidades, grupos políticos, organizações internacionais e movimentos ideológicos para ampliar sua capacidade de influência no Ocidente.
