Um dos pilares essenciais para a competitividade da indústria brasileira é uma infraestrutura eficiente que permita o escoamento das cargas de forma segura, rápida e com preço competitivo. Nosso país carece de uma logística adequada para essa finalidade e a situação fica ainda pior quando o poder público veta ou interrompe obras essenciais sem justificativas plausíveis. É o que está acontecendo no Rio Tapajós, que precisa com urgência de dragagem emergencial para que o assoreamento não prejudique a navegação e a consequente movimentação de cargas e passageiros.
O setor produtivo espera que o governo autorize a dragagem emergencial e necessária de trechos do Tapajós considerados fundamentais para a navegação, e não leve em consideração pressões contrárias de lideranças locais que carecem de fundamentação técnica adequada.
A experiência recente demonstra que a falta de medidas preventivas pode gerar consequências severas. Durante a seca extrema de 2024, a navegação na Bacia do Tapajós foi drasticamente reduzida, comprometendo o transporte de cargas, provocando desabastecimento na Região Norte e isolando mais de nove mil famílias ribeirinhas. Diante da previsão de um novo período de estiagem intensa, agravado pela possibilidade de um “Super El Niño”, ignorar esse histórico significa correr o risco de repetir um problema que poderia ser evitado.
A importância da Hidrovia do Tapajós para o Brasil vai muito além do transporte de grãos.
