A célebre máxima da cultura tech de que "se tem uma tela, roda Doom" ganhou um capítulo curioso assinado pela própria cúpula da Microsoft. Mark Russinovich, Diretor de Tecnologia (CTO) do Microsoft Azure e lendário criador das ferramentas Sysinternals, publicou no GitHub o DoomPaint. O projeto experimental permite executar a versão original do clássico de 1993 usando a interface do velhinho MS Paint como janela de exibição para a jogatina.
Diferente de modificações de hardware que adaptam telas de geladeiras, calculadoras ou testes de gravidez para processar o jogo, a engenharia do DoomPaint atua no software. O ecossistema do aplicativo de desenho não faz nenhum cálculo do jogo: ele serve estritamente como um monitor visual alimentado em tempo real.
Para viabilizar a proeza, Russinovich utilizou a biblioteca ViZDoom para rodar o motor do jogo em modo headless, sem interface gráfica visível, em segundo plano. O sistema carrega o arquivo Shareware DOOM1.WAD oficial, recorrendo aos arquivos WAD do projeto Freedoom, licença BSD, para cobrir os episódios não inclusos na demonstração gratuita.Clique aqui para ler mais
