Despertar por volta das 3h da manhã pode ser frustrante para quem tem dificuldade para voltar a dormir. Mas estudos históricos e científicos indicam que esse hábito pode estar relacionado a um padrão de sono que acompanhou os seres humanos durante grande parte da história, antes da popularização da iluminação elétrica.
Uma análise publicada pela ScienceAlert, baseada em diferentes pesquisas, indica que acordar no meio da noite nem sempre representa um problema de saúde. Em muitos casos, esse comportamento faz parte do funcionamento normal do organismo, embora fatores hormonais e hábitos do dia a dia também possam influenciar esses despertares.
O sono já foi dividido em duas etapas
Durante séculos, era comum que as pessoas dormissem em dois períodos. Após algumas horas de sono, elas despertavam por cerca de uma hora para conversar, cuidar da casa ou realizar outras atividades antes de voltar a dormir até o amanhecer.
O historiador Roger Ekirch encontrou mais de 2 mil referências a esse padrão em documentos históricos, como textos médicos, cartas e registros judiciais. Segundo essa interpretação, foi com a Revolução Industrial e a expansão da iluminação artificial que o costume de dormir durante toda a noite se consolidou.
Pesquisas mais recentes reforçam essa hipótese. Um estudo realizado em 1992 mostrou que pessoas privadas de relógios e de luz artificial passaram espontaneamente a dormir em duas fases.
