Israel e Líbano iniciaram nesta terça-feira, 4, em Roma, uma rodada de negociações mediadas pelos Estados Unidos para definir quem ficará responsável pela verificação do desarmamento do Hezbollah no sul do território libanês.
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O processo ocorre em um momento considerado histórico na relação entre Israel e Líbano. Desde o fim da guerra civil, em 1990, o país conviveu com grupos armados independentes do Estado e ligados a forças hostis a Israel.
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Durante décadas, o sul libanês foi usado como plataforma para ataques contra o território israelense, primeiro por organizações palestinas armadas e, posteriormente, pelo grupo terrorista Hezbollah, que se transformou na principal força militar não estatal do país.
A mudança ganhou força com a eleição do presidente Joseph Aoun, em janeiro de 2025. Cristão maronita e ex-comandante do Exército libanês, Aoun passou a defender que apenas as instituições oficiais do Estado devem controlar as armas no país e adotou uma postura mais dura em relação ao Hezbollah.
"Acredito que as intenções de Aoun sejam, em linhas gerais, positivas", afirma a Oeste o Danny Orbach, professor associado de História e Estudos Asiáticos na Universidade Hebraica de Jerusalém.
