A seleção brasileira, treinada por Flávio Costa, estava na preparação para a Copa de 1950 e em seis de maio enfrentou o Uruguai pela Copa Rio Branco, no Pacaembu, e perdeu por 4 a 3. O resultado é a maior prova de que a conquista do título mundial pela Celeste, 71 dias depois do duelo em São Paulo, jamais foi fruto do acaso. Cai por terra qualquer versão de que a seleção brasileira perdeu, no Maracanã, em 16 de julho, para um grupo despreparado ou desconhecido. Os uruguaios não eram uma equipe qualquer, pelo contrário. Os atletas brasileiros os conheciam, sabiam como jogavam, como se comportavam e de quais artimanhas usavam dentro de campo.
O Brasil jogou com Barbosa; Nilton Santos e Mauro; Eli, Rui e Noronha; Tesourinha, Zizinho, Ademir, Jair e Chico. Já os uruguaios contavam com estrelas que seriam campeãs da Copa e foram escalados com Máspoli; Matías González e Vilches; Gonzales, Obdulio Varela e Andrade (Gambeta); Britos (Ghiggia), Julio Perez, Miguez, Schiaffino e Villamide.
Com a bola rolando, Zizinho aproveitou um rebote de Vilches e abriu o placar aos dois minutos, no gol da emblemática concha acústica. O empate veio aos 23 minutos em uma jogada que começou na cobrança de tiro de meta de Máspoli. Schiaffino, solto, dominou a bola, tocou para Miguez que venceu Barbosa com um chute forte. Aos 27, a celeste virou o placar em um lance descrito pelo Jornal dos Sports: “(…) Bola com o ataque dos orientais que investiam por intermédio de Miguez.
