A corrida pela inteligência artificial (IA) na América Latina não será limitada pela demanda, mas pela capacidade de fornecer energia, expandir a infraestrutura elétrica e financiar novos investimentos. A avaliação é da agência de classificação de risco Moody’s Ratings, que vê Brasil e Chile em posição privilegiada para liderar esse movimento, apesar de a região ainda apresentar deficiências em inovação, mão de obra qualificada, ambiente regulatório e capacidade computacional.
Segundo o estudo, a adoção da IA deverá impulsionar uma nova onda de investimentos em data centers, linhas de transmissão e geração de energia, tornando o setor elétrico um dos principais beneficiados pela expansão da tecnologia.
“O investimento em IA dependerá mais da disponibilidade de energia, da capacidade de transmissão, da clareza regulatória e do acesso ao financiamento do que da demanda, que permanece forte”, afirma a Moody’s.
Embora a energia renovável seja abundante, as limitações da rede, atrasos no licenciamento e os gargalos de conexão determinarão o ritmo de implantação.
O principal obstáculo passa a ser a capacidade de entregar energia firme nos locais onde esses empreendimentos serão instalados. A realidade é que projetos hoje enfrentam filas para conexão à rede, limitações da transmissão, atrasos em licenciamentos e cortes de geração em regiões com elevada produção renovável.
