A Argentina criticou na 3ª feira (4.ago.2026) a decisão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de rebaixar o nível da representação diplomática entre os países. Em nota, a chancelaria argentina disse que o Brasil “está se isolando do restante da região por questões puramente ideológicas”.
O Itamaraty informou que o embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, seguirá no Brasil até que o presidente argentino, Javier Milei (La Libertad Avanza, direita), pare de ofender autoridades brasileiras. O ministro-conselheiro Eduardo Uziel, 2º em comando na embaixada, substituirá Bitelli nesse período.
No comunicado, a chancelaria argentina afirmou que a decisão foi “adotada unilateralmente” pelo governo brasileiro. Disse que, nos últimos anos, houve “numerosos episódios” de manifestações políticas e apoios cruzados entre os líderes dos 2 países, mas que a Argentina não transformou essas divergências em um incidente diplomático.
A chancelaria declarou que as relações entre os Estados devem responder aos “interesses permanentes” dos povos e não ficar subordinadas às “necessidades políticas e/ou pessoais dos governantes de turno”.
O motivo da decisão foi a escalada de tensão entre Lula e Milei, iniciada no fim de julho.
