A decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, representa uma escalada da crise diplomática entre os dois países. A avaliação é do diplomata Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos EUA. "É uma escalada dessa crise, e agora vamos ver o desenvolvimento disso", declarou.
A Oeste, ele afirmou que não há registro de uma medida semelhante, “pelo menos nas últimas décadas”, e avaliou que Washington respondeu à demora do Brasil em conceder o agrément, aval dado pelo país anfitrião para que um embaixador estrangeiro assuma o posto, ao novo representante norte-americano em Brasília. Para Barbosa, portanto, a decisão funciona como uma “ameaça de retaliação” sobre o governo brasileiro.
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O ex-embaixador lembrou que os EUA informaram que poderão restabelecer o visto da representante brasileira depois da concessão do agrément. Assim, na avaliação dele, os próximos desdobramentos dependerão da decisão do governo brasileiro e do tempo necessário para concluir a análise.
Barbosa ponderou, porém, que o governo norte-americano também deixou de seguir a prática diplomática habitual ao anunciar o nome do candidato antes de obter o aval brasileiro. Segundo ele, primeiro o país interessado deve solicitar o agrément e, somente depois da autorização, deve divulgar o nome e encaminhar a indicação ao Congresso.
