Os ferroviários decidiram manter a greve da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), iniciada à meia-noite desta terça-feira, 4. A decisão saiu durante assembleia realizada no fim da tarde, depois de o sindicato concluir que o governo de São Paulo ainda não apresentou uma garantia formal de preservação dos empregos dos trabalhadores.
Em nota, o Sindicato dos Ferroviários informou que só encerrará o movimento quando o governo assumir oficialmente o compromisso de manter todos os postos de trabalho durante o processo de reorganização da companhia.
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A categoria convocou uma assembleia para esta quarta-feira, 5, às 17h, quando os sindicalistas voltarão a discutir os rumos da paralisação.
Governo e sindicato divergem sobre negociações
Mais cedo, o governo paulista afirmou que a greve foi deflagrada mesmo depois de apresentar ao sindicato o compromisso de não promover demissões durante a realocação dos funcionários da CPTM. Segundo a gestão estadual, a paralisação ocorreu por decisão unilateral da categoria.
A greve afeta três linhas da CPTM. As linhas 11-Coral e 12-Safira operam parcialmente, enquanto a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto permanecem sem circulação.
Segundo a CPTM, apenas 67% do efetivo operacional previsto compareceu ao trabalho durante o horário de pico da manhã.
