CNJ decide afastar juíza que atuou na Lava Jato
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou, nesta terça-feira (4), a juíza Gabriela Hardt do cargo por dois anos por atos praticados durante atuação dela na Operação Lava Jato.
A juíza conduziu a operação no período em que assumiu a 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná. Atualmente, a juíza está na 23ª Vara Federal em Curitiba.
Hardt foi substituta do ex-juiz Sergio Moro nos processos da Lava Jato. Em 2019, ela condenou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia. A decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Ela também foi acusada de plagiar uma sentença de Moro no processo. Relembre abaixo.
Hardt assumiu temporariamente a 13ª Vara Federal durante as férias e o afastamento do juiz Eduardo Appio, afastado após uma investigação apontá-lo como autor de uma ligação telefônica com tom de ameaça ao filho de um desembargador federal.
Quem é Gabriela Hardt
Juíza Gabriela Hardt assumirá os processos da Lava Jato
Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo
Hardt é paranaense, tem 47 anos e cresceu em São Mateus do Sul, a 150 quilômetros de Curitiba. O pai dela trabalhava em uma unidade da Petrobras que fica na cidade.
Formada em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde o ex-juiz Sérgio Moro dava aulas, ela prestou concurso para a Justiça Federal em 2007 e foi nomeada juíza dois anos depois, para uma vaga em Paranaguá, no litoral do estado.
Quem é Gabriela Hardt, juíza afastada do cargo por dois anos por atos na Operação Lava Jato
