A Justiça dos Estados Unidos marcou para 2 de março de 2027 o início do julgamento que decidirá se a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount, avaliada em US$ 111 bilhões (R$ 570,9 bilhões), viola as leis antitruste do país. A decisão pode atrasar ainda mais a conclusão de uma das maiores fusões da história da indústria do entretenimento.
A juíza Araceli Martínez-Olguín, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia, determinou que o julgamento terá duração de 12 dias, com duas pausas previstas ao longo de março.
Estados conseguem adiar julgamento
O cronograma representa uma vitória para a coalizão de 12 estados estadunidenses que entrou na Justiça para bloquear a operação;
Na semana passada, os procuradores-gerais haviam solicitado que o julgamento começasse em abril de 2027. A Paramount, por sua vez, defendia que o caso fosse analisado já em novembro deste ano e classificou o pedido dos estados como uma estratégia para atrasar deliberadamente o processo;
Em nota, a empresa afirmou que respeita a decisão da Justiça;
Já o gabinete de Rob Bonta, procurador-geral da Califórnia e um dos líderes da ação, disse que aprecia “a atenção dada pelo tribunal ao caso”.
O adiamento também aumenta os custos da operação para a Paramount. Pelos termos do acordo, a companhia terá de pagar US$ 650 milhões (R$ 3,3 bilhões) aos acionistas da Warner Bros. Discovery por cada trimestre de atraso no fechamento da fusão a partir de outubro.
