Uma nova briga entre a gigante filipina ICTSI e a multinacional dinamarquesa de navegação marítima Maersk, que já estão em lados opostos no leilão do novo terminal de contêineres no Porto de Santos (SP), começa a ganhar corpo.
O conflito agora está em Pernambuco, onde a ICTSI opera o Tecon Suape desde 2001, e agora deve enfrentar a concorrência de um TUP (terminal de uso privado) recém-inaugurado da Maersk dedicado à movimentação de contêineres nas imediações do porto organizado.
Nesta terça-feira (4), o Ministério Público junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) pediu a abertura de um processo de fiscalização em órgãos como a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e a SPU (Secretaria de Patrimônio da União) sobre a regularidade do terreno onde foi erguido o terminal da Maersk na costa pernambucana.
Em representação encaminhada ao presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pede uma auditoria ou inspeção técnica que poderia, no limite, levar à “revisão ou anulação” do contrato que deu origem ao TUP.
A ICTSI é a maior operadora “bandeira branca” de contêineres no mundo, com 34 terminais em 19 países.
