O uso de inteligência artificial ajudar a reduzir drasticamente o tempo médio de detecção e resposta a incidentes de cibersegurança. É o que conta o diretor de Segurança da Informação da Globo, Rodrigo Almeida, em entrevista ao Canaltech nesta terça-feira (4), durante o Rio Innovation Week 2026.
“As nossas métricas saíram da casa de minutos e horas para a casa dos segundos”, afirma. “Isso se reverte em um risco menor. Se você detecta e resolve mais rápido um incidente ou um problema de segurança, significa que você está menos exposto ao risco.”
Para obter o resultado, a Globo mantém um centro de operações de segurança, em funcionamento 24 horas por dia. A empresa começou sua jornada com agentes de IA em 2025 e já automatizou mais da metade dos chamados realizados nessa estrutura.
“Estamos em um patamar onde 55% dos nossos chamados nesse SOC já são resolvidos de ponta a ponta sem nenhuma intervenção humana”, disse Almeida.
Custo elevado
Mesmo com a automação já em escala, o custo permanece como um dos principais desafios para a operação. Especialmente ao considerar os gastos com tokens, assinatura das soluções, hardware e energia.
“O valor do ticket médio desses chamados que são resolvidos por agentes de ponta a ponta ainda está um pouco mais caro do que os chamados que são resolvidos por um analista tradicional”, pontua.
