O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta terça-feira, 4, afastar a juíza federal Gabriela Hardt de suas funções por um período de dois anos. A magistrada ficou conhecida por atuar como substituta de Sergio Moro na antiga 13ª Vara Federal de Curitiba durante a Operação Lava Jato.
A decisão foi tomada por maioria de votos durante o julgamento do processo administrativo disciplinar (PAD) que investigou a participação de Hardt na tentativa de criação de uma fundação privada abastecida com aproximadamente R$ 2,5 bilhões recuperados pela Lava Jato.
CNJ decide manter remuneração de magistrada
Parte dos conselheiros defendia uma punição menor, de um ano de afastamento, mas prevaleceu o entendimento do relator, conselheiro Rodrigo Badaró. Durante o período de disponibilidade, a juíza continuará recebendo remuneração proporcional ao tempo de serviço.
A investigação apontou que a 13ª Vara Federal de Curitiba considerou a Petrobras como vítima dos crimes apurados pela Lava Jato para justificar o direcionamento de recursos provenientes de acordos de leniência e de colaboração premiada à fundação, que seria administrada por integrantes da própria força-tarefa.
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