A Apple poderá precisar ampliar seus investimentos em inteligência artificial caso a nova versão da Siri conquiste ampla adesão entre os usuários. A empresa, que evitou construir seus próprios modelos de IA, apostou em acordos com concorrentes do setor para acelerar sua estratégia.
A mudança mais recente colocou o Google Gemini como base tecnológica da assistente digital renovada, após a companhia abandonar a parceria anterior com a OpenAI. A decisão expôs um dilema: reduzir riscos financeiros ou manter controle sobre uma tecnologia considerada estratégica.
A avaliação surge em meio ao avanço da corrida por inteligência artificial no setor de tecnologia, com empresas como Microsoft, Google, Amazon, OpenAI e Anthropic disputando espaço em modelos, infraestrutura e aplicações comerciais.
A nova Siri pode mudar a estratégia de IA da Apple
Durante anos, a Apple adotou uma postura mais cautelosa em relação ao desenvolvimento de inteligência artificial. Em vez de investir grandes quantias na criação de modelos próprios, a companhia preferiu contratar tecnologia de fornecedores externos, uma escolha que reduziu a necessidade de ampliar rapidamente seus gastos em infraestrutura.
Essa estratégia trouxe vantagens financeiras. Ao transferir parte do esforço de desenvolvimento para parceiros, a empresa evitou assumir sozinha os altos custos envolvidos na criação de sistemas avançados de IA.
