O número de empresas do agronegócio em recuperação judicial teve alta de 66% nos últimos 12 meses. No final do 1º semestre de 2026, o patamar dos pedidos atingiu o recorde de 1.263 CNPJs.
Os dados constam no relatório Monitor RGF-BIZDOC. Eis a íntegra do levantamento (PDF-461 KB).
O agro se tornou o epicentro do ciclo de insolvência no Brasil, apresentando o maior crescimento absoluto e relativo entre todos os setores econômicos analisados.
No 2º trimestre de 2026, foram registradas 111 novas entradas líquidas de empresas do setor em recuperação judicial em relação aos 3 meses anteriores,um salto de +9,6% em relação ao trimestre anterior. No acumulado do 1º semestre de 2026, a alta no setor atinge +21,4%.
De acordo com sócio das consultorias RGF e Bizdoc e coordenador do Monitor, Cláudio Damasceno, esse estresse financeiro se reflete de forma direta na concentração geográfica dos casos, com forte impacto em estados de expressiva vocação agrícola. Entre eles: Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.
DENSIDADE DA CRISE NO CAMPO
O IRJ (Índice de Recuperação Judicial) do agronegócio,que mede a proporção de empresas em RJ a cada mil empresas ativas, atingiu a marca de 1,80 por mil ao fim de junho de 2026. O indicador teve um salto de cerca de 60% em um ano e multiplicou por 3,5 vezes na comparação com o início de 2023, quando era de 0,51 por mil.
