O governo dos EUA suspendeu no fim do mês passado a adoção de medidas para restringir modelos chineses de inteligência artificial (IA) de código aberto após enfrentar resistência de empresas de tecnologia do Vale do Silício. Segundo reportagem do New York Times, a Casa Branca avaliava impor sanções comerciais e novas restrições ao uso dessas ferramentas, mas decidiu concentrar esforços em fortalecer a competitividade da indústria americana.
De acordo com o jornal americano, integrantes do governo do presidente Donald Trump discutiram nas últimas semanas uma série de medidas contra desenvolvedores chineses de IA. Entre as propostas estavam a inclusão dessas empresas em listas de restrições comerciais, a proibição de companhias americanas de computação em nuvem prestarem serviços a elas e a criação de novas regras para definir quais modelos poderiam ser utilizados por órgãos federais.
As discussões ganharam força após o avanço de modelos chineses de código aberto, especialmente o Kimi K3, da Moonshot AI, apontado como concorrente direto das principais plataformas desenvolvidas nos EUA. O chefe do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, Michael Kratsios, acusou a empresa de copiar tecnologia americana e classificou o suposto episódio como "inaceitável". No mesmo dia, segundo o New York Times, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a considerar a aplicação de sanções.
