Diplomatas foram taxativos ao classificar como “chantagem”, a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, anunciada nesta terça-feira (4).
Segundo o Departamento de Estado, a medida é uma resposta à demora das autoridades brasileiras em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a embaixada dos EUA no Brasil.
O governo americano afirmou ainda que a revogação do visto não significa a expulsão da diplomata. Segundo o governo americano, ela poderá permanecer nos Estados Unidos, mas sem um visto válido.
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O órgão disse ainda que o visto poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o aval diplomático ao novo embaixador americano.
A indicação de Perez para ser embaixador dos EUA foi feita sem consulta formal prévia ao governo brasileiro, o que causou incômodo no Itamaraty.
🔎 Na formalidade diplomática, os governos costumam fazem uma consulta formal e confidencial sobre o nome que desejam indicar para comandar a embaixada - o chamado "agrément" - para só depois anunciarem o escolhido para ocupar o cargo de embaixador.
Daniel Perez, o escolhido pelo governo de Donald Trump para ser embaixador do país no Brasil é um parlamentar da Flórida. Ele é filho de cubanos e foi indicado pelo Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores dos Estados Unidos.
Seu nome foi enviado ao Senado norte-americano para aprovação.
Diplomatas classificam como 'chantagem' decisão do governo Trump de revogar visto de embaixadora do Brasil nos EUA
