A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a igualdade entre homens e mulheres na Corte só existirá quando as 11 cadeiras forem ocupadas por mulheres. A declaração foi dada nesta 3ª feira (4.ago.2026), no painel “Entre o dever, a coragem e o legado”, no Summit Mulheres nas Profissões, em São Paulo.
“Como eu digo, não existe democracia sem igualdade de mulheres e de homens. Entretanto, nós falamos de democracia. E quando me perguntam: ‘quando que o Supremo Tribunal Federal terá igualdade de homens e mulheres nas cadeiras?’ Eu respondo: ‘Quando os 11 forem mulheres. Aí nós teremos igualdade’”, disse a ministra, que é a única mulher na Corte.
Cármen Lúcia afirmou que a representação feminina é necessária para que as próprias mulheres participem nas decisões que dizem respeito a elas. A ministra também criticou a ideia de que homens possam definir o que as mulheres querem sem ouvi-las.
“Porque nós tivemos sempre 11 homens dizendo que sabiam o que a gente queria. Ninguém sabe o que a gente quer. Quem sabe o que a gente quer é a gente mesmo. E é preciso que isso valha dentro de casa, quando o parceiro diz: ‘Pode deixar, eu sei o que você quer’. Eu respondo: ‘Não’”, disse Cármen Lúcia, que foi aplaudida pelo público majoritariamente feminino do evento.
Além de Cármen Lúcia, outras duas integrantes já ocuparam cadeiras no STF. Ellen Gracie foi a 1ª ministra da Corte, nomeada em 2000, e permaneceu no cargo até 2011.
