A Polícia Federal investiga movimentação de dinheiro vivo feita pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA) e seus familiares. O transporte dos valores coincide com a realização de voos privados entre Brasília e Maranhão. Vice-líder do Governo, o senador é investigado por suspeita de coordenar os pagamentos no caso dos desvios em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A PF realizou nesta 3ª feira (4.ago.2026) uma nova fase da operação Sem Desconto. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão. Entre os alvos estão parentes do senador e o advogado Willer Tomaz.
A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. Leia a íntegra (PDF-282 kB).
Segundo as investigações, planilhas mantidas por Fayla Zulmira - identificada na agenda de Weverton como “Financeiro WT”, em referência a Willer Tomaz- indicam lançamentos de R$ 500 mil, R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo para custeio de aeronaves, hangares e despesas operacionais.
Um dos indícios se deu em 11 de maio de 2026, quando a PF apreendeu R$ 1 milhão em espécie com uma pessoa que levaria os valores a um ex-assessor de Weverton.
Outro indício envolveu depósitos em dinheiro vivo e trocas de mensagens. Em abril de 2023, por exemplo, Weverton orientou sua filha a ir à casa de um advogado. Nas conversas, aparecem as palavras “processo” e “páginas”.
