O advogado-geral da União, Jorge Messias, articula uma reunião entre o ministro da Justiça, Wellington César, e o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), para distensionar a relação entre a PF (Polícia Federal) e o gabinete do relator de três inquéritos que citam Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
A ideia é que o encontro ocorra nos próximos dias e possa evitar a ampliação da crise que se tornou pública. Segundo apurou a CNN, a intenção é preservar a relação institucional entre PF e o gabinete do relator, dar tranquilidade e agilidade às investigações e evitar novos desgastes.
As investigações envolvendo o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) geraram acusações e alimentaram desconfianças dos dois lados.
A iniciativa da AGU ocorre após o órgão ser acionado pela PF para atuar contra as medidas impostas por Mendonça sobre o controle da operação Sem Desconto, que investiga fraudes bilionárias no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A solicitação da Polícia Federal era para que a AGU encontrasse um remédio judicial para “rebater a determinação do ministro”. Mendonça determinou que todos os atos da apuração fossem imediatamente juntados ao processo que tramita em seu gabinete.
O relator do caso INSS, por sua vez, reclama da demora da PF em dar andamento ao inquérito que cita Lulinha e da troca da coordenação da equipe de investigação. No começo do ano, o STF quebrou os sigilos bancário e fiscal de Lulinha.
