O príncipe Ali Bin Al Hussein, presidente da Federação de Futebol da Jordânia, acusou a Fifa de pressionar a entidade do país a apoiar a permanência de Gianni Infantino no comando da organização. Em publicação nas redes sociais, o dirigente afirmou que recebeu, durante a Copa do Mundo de 2026, uma sinalização verbal de que a federação jordaniana teria mais facilidade para resolver pendências caso declarasse apoio ao presidente da Fifa. Ali classificou a situação como “chantagem” e disse que não pretende ceder à pressão.
A manifestação ocorre após a primeira participação da Jordânia em uma Copa do Mundo. Segundo o príncipe, a federação enfrentou dificuldades relacionadas à entrada de torcedores nos Estados Unidos, aos custos tributários decorrentes da participação no torneio e ao pagamento de premiações referentes à Copa Árabe de 2025, disputada no Catar. A seleção jordaniana foi vice-campeã da competição e, de acordo com Ali, os valores destinados aos jogadores ainda não haviam sido repassados.
“Durante meses, a Fifa se recusou a nos ajudar em qualquer uma dessas questões ou em outros assuntos. Até que, durante a Copa do Mundo, me foi comunicado verbalmente que, se eu apoiasse Infantino, isso ajudaria muito a nossa federação”, disse Ali Bin Al Hussein, presidente da Federação de Futebol da Jordânia.
Na publicação, Ali afirmou que a federação jordaniana tem um orçamento limitado e que a participação inédita no Mundial trouxe desafios financeiros e logísticos.
