A suplementação, sozinha, não resolve os desafios da seca na pecuária. O agrônomo e consultor Felipe Moura alerta que a estratégia só funciona quando há oferta de pasto suficiente para o rebanho. “Não existe suplementação sem a base forrageira”, afirmou o especialista em entrevista ao Giro do Boi.
Segundo ele, o diferimento das pastagens deve ser a prioridade do produtor para reduzir perdas durante o período seco e garantir melhor desempenho dos animais. “O principal é você ter o diferimento. A partir do momento que você tem aquela macega, claro que você vai poder usar o suplemento”, enfatizou.
Dificuldades da suplementação
Felipe Moura ressalta que muitos produtores apostam apenas na suplementação para compensar a falta de pasto, mas essa estratégia pode trazer prejuízos quando não há forragem suficiente. “Se você não tiver macega e usar um aporte de nitrogênio não proteico, você vai aumentar a demanda de energia gerada pelo animal e pode gerar até perda de peso”, alertou.
Durante a entrevista, o consultor também comentou sobre a seca deste ano, que pode se prolongar em razão dos efeitos do El Niño, tornando ainda mais importante o planejamento das propriedades. Embora a estiagem tenha chegado mais tarde em algumas regiões, muitos pecuaristas ainda sofrem com a falta de organização do sistema produtivo.
Crescimento do pasto e planejamento
O especialista explica que o crescimento do pasto varia ao longo do ano em função da água, da luz e da temperatura.
