A colheita do milho no norte de Mato Grosso avança para sua fase final, apresentando um cenário que, apesar de produtivo, revela desafios persistentes para os agricultores. As chuvas que atrasaram os trabalhos em campo também elevaram os custos de produção, gerando preocupações entre os produtores.
Desempenho da colheita
O produtor Thaiago, que cultivou 1.440 hectares de milho em Vera, concluiu a colheita mais tarde do que o planejado devido às chuvas frequentes em junho, que interromperam o avanço das máquinas e estenderam o trabalho até julho. Ele destacou:
Chuvas de 50 mm, 40 mm e 30 mm foram registradas, causando preocupação com a possibilidade de derrubar as plantas.
Foi necessário secar 2/3 da área colhida, aumentando os custos operacionais.
Produtividade e desafios de armazenagem
Apesar dos custos adicionais, a umidade prolongada favoreceu a produtividade das lavouras, que se manteve em níveis semelhantes ao ano anterior, com uma média de 120 a 130 sacas por hectare. No entanto, a colheita deste ano evidenciou um problema antigo na região: a capacidade de armazenagem é insuficiente para atender à produção de milho.
Os silos bolsa continuam sendo a principal alternativa para os produtores.
A falta de investimentos significativos em armazenagem é uma preocupação constante.
Rentabilidade em baixa
Em Sinop, município vizinho, a colheita também avançou, mas a rentabilidade é uma preocupação.
