O Departamento de Justiça dos EUA divulgou documentos do caso Jeffrey Epstein com informações capazes de identificar sobreviventes de abuso sexual.
Investigação da DW revelou que registros contendo nomes, rostos e contatos pessoais continuaram acessíveis mesmo após o órgão anunciar medidas para revisar e proteger os dados.
Arquivos do DOJ mantiveram informações pessoais expostas
A divulgação de centenas de milhares de documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein trouxe à tona falhas no processo de proteção de dados. Parte do material publicado pelo Departamento de Justiça dos EUA continha informações que deveriam ter sido ocultadas antes da liberação.
O DOJ informou que removeria arquivos, revisaria o conteúdo e aplicaria novas medidas de proteção. O órgão atribuiu o problema a um “erro humano ou técnico”.
Mesmo após essas medidas, a análise da DW encontrou registros que ainda permitiam identificar sobreviventes, testemunhas e informantes. Entre os dados expostos estavam nomes, rostos e endereços de e-mail.
A biblioteca digital do departamento também passou por alterações durante o período analisado. Alguns arquivos foram retirados, outros voltaram ao ar com mudanças e versões diferentes do mesmo material permaneceram disponíveis.
Análise técnica revelou falhas nas ocultações
Para comparar os documentos divulgados, a DW utilizou hashes, códigos únicos que funcionam como uma identificação dos arquivos e ajudam a verificar alterações.
