O governo federal e representantes da indústria ainda veem possibilidade de reverter o veto da União Europeia às importações de carne bovina brasileira. O Brasil tem até 3 de setembro, data em que a suspensão entra em vigor, para negociar uma saída com os europeus. A medida pode significar perdas de US$ 1 bilhão em exportações para o setor em 2027.
Embora o veto ainda não esteja em vigor, o Brasil está desde junho fora da lista de países autorizados a exportar ao bloco. A UE diz que o país não apresentou informações necessárias para comprovar que atende às regras sobre o uso de antimicrobianos para crescimento de animais, prática proibida pela legislação europeia.
Desde então, o Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) tenta reverter a decisão junto ao bloco, assessorado por associações, pecuaristas e representantes do setor, que participam das negociações propondo alternativas e informações técnicas.
O principal instrumento do governo para fazer os europeus mudarem de ideia é o Protocolo de Certificação para Bovinos Livres do Uso de Medicamentos Antimicrobianos, que cria garantias de que animais destinados à exportação não receberam antimicrobianos em nenhuma fase da vida.
O documento foi oficializado em portaria publicada em 29 de maio, poucas semanas após o anúncio do veto. Entre as propostas estão contratações de certificadoras credenciadas pelo Mapa e o aumento de inspeções em fábricas de ração, granjas e frigoríficos.
