A possibilidade de uma inflação mais comportada voltou ao radar do mercado e pode influenciar diretamente as decisões do investidor.
Apesar disso, especialistas alertam que ainda é cedo para concluir que a inflação seguirá em queda, já que fatores como a volatilidade do petróleo continuam pressionando as perspectivas.
Entre os sinais recentes está o recuo de 1,16% do IGP-M em julho. Em 12 meses, o índice acumula alta de 2,76%, movimento puxado principalmente pela queda dos preços no atacado.
Embora o índice não seja a principal referência para a política monetária, o resultado pode antecipar tendências para a inflação nos próximos meses e, consequentemente, influenciar as expectativas para a trajetória da taxa Selic e o desempenho de diferentes ativos.
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Segundo Marilia Fontes, apresentadora do Resenha do Dinheiro, o recuo do IGP-M foi impulsionado principalmente pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), componente bastante sensível às commodities.
“O IGP-M é formado por três índices. O IPA caiu bastante por conta do petróleo. Como ele é muito influenciado pelos preços das commodities, costuma ser bem mais volátil que o IPCA”, destaca.
Ela ressalta, porém, que nem toda redução dos custos no atacado chega integralmente ao consumidor.
“Nem toda queda no preço das commodities acaba influenciando o IPCA.
