O avanço da tecnologia climática deixou de ser uma promessa futura para se tornar uma ferramenta de decisão prática no presente. Durante a São Paulo Climate Week, nesta terça-feira (4), especialistas debateram como a integração de inteligência artificial (IA) e a análise de dados em tempo real permitem que escolhas individuais contribuam diretamente para a descarbonização e a resiliência urbana.
O debate central da São Paulo Climate Week reforça como a sustentabilidade depende da tecnologia e da capacidade dela em transformar dados em decisões concretas.
Um dos exemplos práticos de como a tecnologia escala o impacto individual é o monitoramento de frotas elétricas. Paulo Henrique Andrade, CEO da Ituranmob, destaca como a tecnologia e o uso de dados em tempo real podem conectar a necessidade de renda individual à preservação ambiental.
“Um algoritmo que valida em tempo real quanto aquele carro está emitindo. Isso vai para o Instituto de Tecnologia de Portugal, na Europa, e vira um token, vira renda para o motorista de aplicativo para ajudar a pagar a mensalidade e carregar o carro. Isso virou global”
No Brasil, onde a empresa atua com mais de 47 mil veículos elétricos, essa tecnologia permite transformar o carbono evitado em ativos ambientais, gerando renda extra para o condutor, que economiza ao substituir o combustível fóssil.
Na prática, o sistema conecta a necessidade financeira do indivíduo à preservação do planeta, mensurando o impacto exato de cada trajeto.
