O número de empresas em recuperação judicial no Brasil permaneceu em patamar recorde no 1º semestre de 2026, apesar de registrar ritmo de crescimento menor.
De acordo com levantamento do Monitor RGF-Bizdoc, junho encerrou com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025. O crescimento foi menor do que o observado no 1º semestre do ano passado, quando havia sido de 7,3%.
Eis a íntegra do estudo (PDF - 461 KB)
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O semestre teve 2 fases distintas. O estoque de empresas em recuperação judicial avançou até maio, quando atingiu o recorde de 6.513 empresas, mas caiu para 6.341 em junho, redução líquida de 172 companhias.
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Para o sócio das consultorias RGF e Bizdoc e coordenador do Monitor, Cláudio Damasceno, um único mês não caracteriza uma reversão de tendência, mas representa o 1º sinal de estabilização depois de uma sequência de altas.
Os pedidos passaram a se concentrar mais nas micro e pequenas empresas, indicando uma mudança no perfil das companhias que recorrem ao instrumento para reorganizar dívidas.
A análise por porte confirma essa mudança. Desde o início de 2023, a incidência de recuperações judiciais entre microempresas mais que dobrou, passando de 0,03 para 0,07 empresa em recuperação por 1.000 empresas ativas, enquanto o número de microempresas em recuperação praticamente triplicou, de 513 para 1.575 CNPJs.
