A ampliação dos investimentos na cadeia de minerais críticos e terras raras pode acrescentar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil até 2050 e criar 750 mil empregos, segundo estudo divulgado nesta terça-feira (4) pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil).
O levantamento compara dois cenários para o desenvolvimento do setor. No mais otimista, há maior participação de capital estrangeiro, expansão do processamento dos minerais dentro do país e maior utilização desses insumos pela indústria nacional. Nesse caso, os investimentos aumentariam em R$ 120,9 bilhões, com reflexos mais amplos sobre a economia.
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Já no cenário em que os investimentos permanecem concentrados em capital doméstico e a produção continua voltada principalmente à exportação de matéria-prima, o impacto seria menor: R$ 128,7 bilhões adicionados ao PIB e cerca de 304 mil novos empregos.
Ganhos vão além da mineração
Segundo o estudo, a diferença entre os dois cenários mostra que a atração de investimentos internacionais e o aumento do processamento no Brasil podem acrescentar R$ 63,4 bilhões ao PIB, além de elevar em R$ 32,3 bilhões o consumo das famílias, R$ 16,1 bilhões os investimentos e criar 446 mil empregos adicionais.
