Integrantes do PT avaliam que os pagamentos feitos pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), são um problema, mas sem potencial para prejudicar a campanha. Consideram que apresentar os comprovantes do empréstimo resolve o imbróglio.
Há um entendimento de que o eleitorado observará as atitudes do petista e que ele não será julgado por ações de terceiros, como o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ou de assessores. Também defendem Marcola: dizem que nunca esteve envolvido em ilicitudes e que a resposta dele foi esclarecedora.
Oficialmente, o PT disse não haver manifestação. Washington Quaquá, vice-presidente da sigla, minimizou o caso ao ser questionado nesta 3ª feira (4.ago.2026) pelo Poder360 se haveria potencial para prejudicar a campanha de Lula à reeleição.
“Conheço Marcola e ele sempre foi um cara leal ao presidente Lula, sério e discreto. Não vejo a mínima possibilidade de ele estar envolvido com qualquer ilicitude. O problema no Brasil é que as pessoas são linchadas publicamente e não têm o direito de se defender. Depois de muito tempo, provam a inocência, mas já têm a vida e a reputação destruídas. Não vejo como uma bobagem dessas possa atrapalhar a campanha. Aliás, os candidatos deviam rechaçar essas hipocrisias”, declarou.
Há anos (mesmo antes da eleição de 2022), era Marcola quem atendia aos telefonemas dirigidos a Lula.
