As rotas alternativas de exportação de grãos da Ucrânia atingirão a capacidade necessária ao final de agosto, na melhor das hipóteses, afirmou o ministro da Agricultura do país, alertando que elas cobririam apenas metade dos volumes movimentados pelos portos do Mar Negro afetados pelos ataques russos.
A Rússia intensificou os ataques com mísseis e drones contra embarcações civis de bandeira estrangeira no centro portuário de Odessa, no sul do país, que movimenta a maior parte dos embarques de grãos da Ucrânia.
A situação coloca em risco as exportações de cerca de metade do total previsto para este ano, disse Taras Vysotskyi à Reuters.
Em julho, a Ucrânia registrou 35 ataques a navios em portos e 22 a navios no mar, além de 67 ataques a instalações portuárias, segundo o Ministério da Infraestrutura do país. Isso se compara a 14 ataques a navios em todo o ano de 2025.
Como resultado, os armadores suspenderam as escalas nos portos ao redor de Odessa e nenhum navio entrou por quase duas semanas, enquanto a temporada de colheita de verão da Ucrânia entra em pleno andamento.
Moscou afirma que ataca alvos de caráter militar. A Rússia, maior exportadora mundial de trigo, também relatou ataques às suas instalações de exportação agrícola e a navios comerciais no Mar Negro nas últimas semanas.
Os produtores ucranianos já estão sentindo o impacto, já que os preços das sementes oleaginosas e dos grãos caíram em média 30%, segundo Vysotskyi.
