BRASÍLIA - A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgada nesta segunda-feira (3), detalha os indícios apresentados pela Polícia Federal para justificar os mandados de busca e apreensão contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), o advogado Willer Tomaz, empresas e outros investigados na nova fase da Operação Sem Desconto.
Segundo o documento, a investigação teve origem em informações extraídas do celular do senador e em provas reunidas durante a Operação Sem Desconto. A hipótese investigada é que recursos de um suposto esquema de corrupção relacionado aos descontos associativos em benefícios do INSS tenham sido ocultados por meio de empresas, contas bancárias, imóveis, postos de combustíveis e pessoas próximas ao parlamentar.
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A decisão ressalta que os elementos apresentados correspondem à linha investigativa da Polícia Federal e que, nesta fase, não representam julgamento definitivo nem reconhecimento de culpa dos investigados.
O que diz a investigação
De acordo com a Polícia Federal, a análise do material apreendido revelou uma estrutura financeira considerada complexa, na qual os recursos teriam circulado por empresas, contas pessoais e familiares, contratos particulares, depósitos em dinheiro e bens de alto valor.
