A operação brasileira da rede argentina de cafeterias Havanna está em recuperação extrajudicial. A companhia apresentou o pedido no fim do ano passado à 1ª Vara Regional de Competência Empresarial de São Paulo. As informações foram publicadas inicialmente pela Exame.
O processo envolve seis empresas do grupo controlado pelo empresário Marcos Rothenberg, responsável pela Havanna no Brasil. As dívidas do grupo são de R$ 127 milhões.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
O que diz a Havanna
No pedido de recuperação extrajudicial, o grupo afirma que a Café Del Plata - companhia que opera as lojas com o nome Havanna - não passa por crise econômica e estaria “em constante ascensão”.
A empresa entrou no processo por estar “interligada” às outras companhias do grupo, entre as quais a marca de perfumes Fragrance.
“O processo de recuperação extrajudicial foi iniciado em função de obrigações contratadas por outras empresas do grupo acionista da Havanna, sem relação com questões operacionais ou financeiras da Havanna, que é solidária nas obrigações financeiras do grupo”, afirmou a companhia.
Segundo a Havanna, “este processo de recuperação tem como objetivo justamente garantir que obrigações solidárias das empresas não afetem a capacidade operacional, os compromissos da Havanna com seus fornecedores, franqueados e parceiros”.
“O negócio da Havanna segue em franca expansão, com a abertura de mais de 30 novas operações no 1º semestre de 2026.
