Vários dirigentes da Fifa, incluindo o respeitado técnico Arsène Wenger e o secretário-geral Mattias Grafstrom, se distanciaram do presidente Gianni Infantino e do polêmico projeto malsucedido de abertura da entidade a investidores privados, com a reeleição do ítalo-suíço ainda em aberto.
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“A decisão de retirar o projeto era absolutamente necessária e incontestável”, declarou Wenger em um comunicado nesta terça-feira (4). Desde 2019, ele atua como diretor de desenvolvimento do futebol mundial.
O ex-treinador do Arsenal referia-se à polêmica proposta de criar a empresa Fifa Forward Entreprise (FFE), com a qual Infantino esperava arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,3 bilhões, na cotação atual) com a venda de 20% das ações a investidores privados, e uma avaliação da FFE em US$ 20 bilhões (R$ 101,4 bilhões).
Este plano, anunciado há uma semana, gerou uma onda de críticas contra Infantino e foi rejeitado por três confederações, obrigando o presidente a recuar de forma definitiva no sábado.
“Acredito firmemente em uma Fifa independente que serve ao nosso jogo com compromisso, transparência e integridade”, acrescentou Wenger, explicando não ter tido envolvimento no projeto, do qual tomou conhecimento “por meio da imprensa”.
O dirigente francês não é o único na Fifa a se distanciar do plano e de Infantino.
