Após mais de 25 anos falando sobre tecnologia, o especialista Ronaldo Lemos resolveu trazer a ‘velha humanidade’ para explicar nossa relação atual com dispositivos eletrônicos. Segundo ele, vivemos em um momento em que é preciso resistir às tentações da tecnologia. “Antes, no começo da internet, nós escolhíamos clicar nos links que nos interessavam. Agora o algoritmo é feito para maximizar o tempo de tela e para que fiquemos mais tempo possível naquela plataforma”, disse durante um painel realizado no dia de abertura do Rio Innovation Week, nesta terça-feira (4).
O também professor, apresentador e um dos criadores do Marco Civil da Internet apresenta essa tese em seu novo livro “O Monge, o Iogue e o Faquir: Corpo, Coração e Mente no Tempo das Máquinas”.
Durante a exposição, Lemos defendeu que o livro causa reflexões para que as pessoas não se tornem “prisioneiros” da tecnologia. “A gente é anestesiado para fazer isso (mexer no celular). Seu coração está capturado pelos estímulos e fica anestesiado ao ficar 9 horas por dia olhando para esse objeto”, afirmou lembrando uma pesquisa que mostrou a média de uso diária do smartphone pelos brasileiros.
O especialista argumentou que as plataformas estão de olho na nossa atenção porque ela é o nosso bem mais precioso. Ao dedicar atenção e tempo para redes sociais nossa mira está focada para ver anúncios de marcas, por exemplo.
"No momento que você larga a tela você se sente péssimo e se questiona o que fez com o próprio tempo.
