O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura do 3º inquérito da Polícia Federal contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, além de uma investigação para apurar possíveis vazamentos de mensagens privadas do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a lobista Roberta Luchsinger.
O novo inquérito apura possível tráfico de influência de Lulinha para facilitar contratos do governo federal em favor da empresa de tecnologia 3Structure IT Ltda. Segundo dados do Portal da Transparência, a companhia mantém contratos de R$ 81 milhões com o governo. Desse total, mais de R$ 46 milhões já foram pagos.
O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou, ao Poder360, que a defesa tem confiança e respeito na atuação de Dino. Segundo Carvalho, que também coordena a campanha de Lula em São Paulo, o ministro tem autoridade e competência para lidar com a “instrumentalização política” de parte da PF. A defesa também nega irregularidades e pede que Lulinha seja ouvido formalmente.
Carvalho também defendeu a independência do delegado Andrei Rodrigues à frente da instituição, mas declarou que há “tentativas de influenciar no processo eleitoral” por parte de alguns investigadores.
OUTRAS INVESTIGAÇÕES
Além do caso sob a relatoria de Dino, há outros 2 inquéritos específicos no STF, sob a condução do ministro André Mendonça.
