O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a realização de buscas e apreensões contra 11 pessoas físicas e jurídicas, dentre elas parentes do senador Weverton Rocha (PDT-MA), em decisão desta 2ª feira (3.ago.2026). A PF (Polícia Federal) apura a participação do grupo em crimes de lavagem de capitais e organização criminosa que teriam como beneficiário o congressista.
A investigação aponta que o grupo atuaria para ocultar a origem de valores provenientes de uma possível corrupção passiva no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), relacionada a descontos em benefícios previdenciários. Leia a íntegra da decisão (PDF - 282 KB).
De acordo com a representação da PF, o advogado Willer Tomaz de Souza é suspeito de atuar como articulador de uma estrutura que funcionaria como um “verdadeiro hub financeiro, patrimonial e logístico” para o senador. O esquema envolveria a fragmentação de recursos por meio de empresas formalmente distintas, contas pessoais e de familiares, além do uso de dinheiro em espécie para o pagamento de despesas pessoais e aquisição de bens de luxo.
Entre os bens investigados está uma casa no Lago Sul, em Brasília, avaliada em R$ 6 milhões, que teria sido adquirida por uma empresa de Willer Tomaz, mas seria a residência de Weverton Rocha.
O Poder360 procurou o gabinete do senador Weverton Rocha para perguntar se ele gostaria de se manifestar sobre a nova fase da operação Sem Desconto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
