Mensagens e documentos em posse da Polícia Federal (PF) sugerem que o senador Jaques Wagner (PT-BA) atuou em pautas estratégicas que beneficiaram o antigo Banco Master e seus sócios, Daniel Vorcaro e Augusto Ferreira Lima.
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A investigação afirma que o parlamentar participou de iniciativas legislativas que coincidem com interesses econômicos do grupo em quatro áreas. São elas: ampliação do crédito consignado, mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) e regulamentação do mercado de créditos de carbono no Brasil.
Essas constatações fazem parte de Informações de Polícia Judiciária, as quais chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois da coleta de dados da Operação Compliance Zero. Segundo a PF, os investigadores compararam a atuação parlamentar de Jaques Wagner com conversas dos executivos do banco. Na sequência, tentaram identificar possíveis convergências entre projetos legislativos e interesses privados.
Supostas vantagens econômicas de Jaques Wagner
O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, afirmou que "a Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta e indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado". A informação tem registro nos autos.
