O chanceler do Uruguai, Mario Lubetkin, descartou na segunda-feira (3) que seu país atue como mediador da crise entre a Argentina e o Brasil provocada pelas declarações de Javier Milei contra Luiz Inácio Lula da Silva e pediu a diminuição da tensão entre os presidentes.
“Estamos monitorando tudo bem de perto, obviamente não vamos poder intermediar nada, porque isso é um diálogo entre brasileiros e argentinos”, expressou o chanceler uruguaio, em declarações à imprensa, após um evento com candidatos latino-americanos à secretaria-geral da ONU.
Apesar de descartar uma mediação, Lubetkin ressaltou a necessidade de priorizar “uma lógica de Estado”, diante do bom momento do Mercosul, que acaba de firmar acordos com a União Europeia, com o Efta (Associação Europeia de Livre Comércio) e negocia acordo com países asiáticos.
“Todo elemento de reduzir o diálogo, que tem que ser entre os presidentes, acho que não ajuda, tensiona e não facilita num momento tão importante do Mercosul”, expressou ele, complementando: “este é o momento de pensar mais em construir do que confrontar e gerar choques internos”.
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O Uruguai está na presidência temporária do Mercosul até dezembro.
