A indústria brasileira registrou em junho retração bem maior do que o esperado, encerrando o segundo trimestre com o segundo mês consecutivo de perdas depois de mostrar fôlego nos primeiros meses do ano.
Em junho, a produção teve queda de 1,8% em relação a maio. Os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 1,7% na produção.
Os resultados ficaram bem aquém das expectativas em pesquisa da Reuters com analistas de retração de 0,8% no mês e de alta de 3,0% na base anual.
Com isso, o setor industrial brasileiro encerra o segundo trimestre com ganho de 0,3% sobre os três meses anteriores, mostrando forte desaceleração ante a alta de 1,4% no primeiro trimestre.
“O que pode ser dizer é que há uma interrupção da trajetória ascendente da indústria. Há uma menor intensidade do setor industrial com espalhamento da queda”, avaliou o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo.
“Temos aqueles fatores negativos de pé, como política monetária e inadimplência afetando o poder de consumo. Há também paralisações em plantas industriais talvez numa tentativa de ajuste à demanda menor. Há uma clara redução de ritmo da indústria”, completou.
A indústria iniciou o ano com resultados positivos, mostrando resiliência diante principalmente de bons desempenhos da indústria extrativa e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis.
