A Advocacia-Geral da União (AGU) alterou sua versão perante a Justiça dos Estados Unidos para blindar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em processo por censura. A acusação parte da Rumble e da Trump Media em ação que corre na Flórida. O brasileiro Rogério Chaves Scotton, aliado das plataformas, pediu à juíza Mary Scriven que rejeite o pedido do governo do Brasil para arquivar o caso.
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Segundo o portal Metrópoles, as empresas afirmam que o governo brasileiro garantia antes que decisões judiciais do país não têm validade automática em solo americano sem cooperação internacional. A AGU mudou o posicionamento e passou a defender a tese oposta ao alegar que as ordens do magistrado representam atos soberanos do Estado.
"O fato de ele ostentar a condição de juiz não faz do Brasil a parte efetivamente interessada", declararam as redes sociais no processo. As companhias sustentam que o processo avalia a aplicação de atos de censura em território americano, sem questionar a legalidade das decisões dentro do Brasil.
Recusa à imunidade e resposta do governo
Scotton protocolou a manifestação no dia 24 de julho. O memorial defende que a Corte americana analise primeiro o alcance das ordens do STF nos Estados Unidos e deixe o debate sobre imunidade para uma etapa posterior.
A AGU rebateu os pedidos e sustentou que tribunais estrangeiros não têm poder para rever decisões da Suprema Corte brasileira.
