A ferramenta Vivo Anti-spam, criada para impedir ligações indesejadas e fraudulentas, passou a ser questionada por outras operadoras de telefonia. As empresas alegam que o sistema também bloqueou chamadas consideradas legítimas.
A Vivo defende que a tecnologia ajuda a combater golpes e ligações automáticas. Já as concorrentes afirmam que o filtro afetou contatos de serviços públicos, empresas e unidades de saúde.
Sistema criado para combater golpes gera disputa
O serviço é ativado automaticamente em novas linhas da Vivo e analisa chamadas antes que elas cheguem aos clientes. Segundo a operadora, o sistema identifica ligações em massa e fraudulentas, além de combater o spoofing, técnica usada para mascarar o número real de origem da chamada.
A discussão chegou à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) depois que ao menos sete empresas contestaram bloqueios feitos pela ferramenta. A principal reclamação é que o filtro teria interrompido ligações importantes, mesmo quando não estavam relacionadas a práticas abusivas.
O anti-spam do telefone funciona como o do e-mail: de vez em quando, caem coisas que não deveriam ter caído. Não existe um anti-spam perfeito que vai bloquear só o que deve.
Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, ao g1.
